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quarta-feira, 4 de maio de 2011

CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES DA EJA


Assunto: Letramento e diversidade textual
Queremos que se torne frequente o uso de gêneros textuais nas salas de aula da EJA, em especial no 1° segmento dessa modalidade de ensino. A partir das aulas que foram propostas, espera-se que os alunos sejam capazes de:


Desenvolver interpretação de textos diversos e relacioná-los entre si. Nessa perspectiva esse trabalho apresentado possui uma relevância muito grande no que diz respeito à diversidade cultural e lingüística, o que nos oportuniza desenvolvermos um projeto: Que é uma atividade organizada com o objetivo de resolver um problema na educação de jovens e adultos.
O estudo realizado com os professores no dia 28 de Abril de 2011 apresenta nova diretriz e novos caminhos que permitam ver a produção de textos e leitura como meio interessante e prazeroso de expressar pensamentos e manifestar sentimentos, apontando, também, para a possibilidade de aproveitar os momentos de diálogo frutífero que as atividades de produção de textos e leitura sugerem para incentivar os alunos ao encontro com sua própria cidadania.

Analisando as nossas práticas diárias, percebemos que é de fundamental importância trabalhar com gêneros textuais, porque comunicar-se, tanto oralmente quanto através da escrita, possuem algumas especificidades e algumas formalidades, sendo de fundamental importância nas relações sociais.

Agradecemos a participação de todos os professores que estiveram conosco e aguardamos notícias do desenvolvimento das atividades propostas no encontro.



SEMEC - Coordenação de Jovens e Adultos.


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quinta-feira, 14 de abril de 2011

NOVAS TURMAS DA EJA EM 2011


Mais três Unidades Municipais em nosso município abrem turmas da EJA: E. M. José Alves Barreto na localidade de Mato Escuro; E. M. Ângelo Antônio Mendonça na localidade de concha I; ea E.M. Domingos Fernandes da Costa na Sede( esta com EJA diurna). Nossos alunos são homens e mulheres, filhos, pais e mães, trabalhadores/as empregados/as e desempregados/as em busca de uma oportunidade melhor. Infelizmente, trazem uma forte marca da exclusão social. São jovens e adultos que quando retornam à escola o fazem guiados pelo desejo de melhorar de vida, por exigências ligadas ao mundo do trabalho e até desejo dos filhos.
Prefeitura de São João da Barra, por meio da Secretaria Municipal da Educação tem se esforçado por criar novas turmas e propiciar oportunidades através da EJA é uma forma de ensino da rede pública, com o objetivo de desenvolver os ensino Fundamental com qualidade para pessoas que não cursaram o ensino regular na idade escolar normal.
Parabenizo a direção dessas três unidades por mais essa iniciativa.
 
Coordenação de jovens e adultos.

domingo, 13 de março de 2011

Para participar politicamente de uma sociedade complexa como a nossa, é preciso dominar instrumentos da cultura letrada.

    A educação de Jovens e Adultos representa uma possibilidade que pode contribuir para efetivar um caminho e desenvolvimento de todas as pessoas, de todas as idades. Planejar esse processo é uma grande responsabilidade social e educacional, cabendo ao professor no seu papel de mediar o conhecimento, ter uma base sólida de formação.
  Uma proposta curricular deve ser um subsídio para educadores desenvolverem planos de ensino
 adequados aos seus contextos. Vamos pensar sobre isso?
                  Coordenação pedagógica de Jovens e Adultos/SJB.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO A TODOS!

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DA EJA.
Ano Novo:




Feliz Ano Novo!



O nosso caminho é feito

Pelos nossos próprios passos...

Mas a beleza da caminhada...

Depende dos que vão conosco!

Assim, neste NOVO ANO que se inicia

Possamos caminhar mais e mais juntos...

Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ,

SAUDE, COMPREENSÃO e MUITO AMOR.

O ano se finda e tão logo o outro se inicia...

E neste ciclo do "ir" e "vir"

O tempo passa... e como passa!

Os anos se esvaem...

E nem sempre estamos atentos ao que

Realmente importa.

Deixe a vida fluir

E perceba entre tantas exigências do cotidiano...

O que é indispensável para você!

Ponha de lado o passado e até mesmo o presente!

E crie uma nova vida... um novo dia...

Um novo ano que ora se inicia!

Crie um novo quadro para você!

Crie, parte por parte... em sua mente...

Até que tenha um quadro perfeito para o futuro...

Que está logo além do presente.

E assim dê início a uma nova jornada!

Que o levará a uma nova vida, a um novo lar...

E aos novos progressos na vida!

Você logo verá esta realidade, e assim encontrará

A maior Felicidade...e Recompensa...

Que o ANO NOVO renova nossas esperanças,

E que a estrela crística resplandeça em nossas vidas}

E o fulgor dos nossos corações unidos intensifique

A manifestação de um ANO NOVO repleto de vitórias!

E que o resplendor dessa chama

Seja como a tocha Que ilumina nossos caminhos

Para a construção de um futuro, repleto de alegrias!

E assim tenhamos um mundo melhor!

À todos vocês companheiros(as) que temos o mesmo ideal,

Amigos(as) que já fazem parte da minha vida,

Desejo que as experiências próximas de um ANO NOVO

Lhes sejam construtivas, saudáveis e harmoniosas.

Muita Paz em seu contínuo despertar!

"UM FELIZ 2011"



Autora da mensagem: Dirce Correa da Costa Meyer
 
 
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DA EJA

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010 da Educação de Jovens e Adultos: Agradecimentos

Audio:Deus Cuida de Mim
                               Composição: Kleber Lucas

Desejar, imaginar, sonhar e criar


“Estar vivo é estar em conflito
permanente, produzindo dúvidas, certezas questionáveis.
Estar vivo é assumir a Educação do sonho do cotidiano.
Para permanecer vivo, educando a
paixão, desejos de vida e morte, é preciso
educar o medo e a coragem.
Medo e coragem em ousar.
Medo e coragem em romper com o
velho. Medo e coragem em assumir a solidão
de ser diferente. Medo e coragem em construir o novo.
Medo e coragem em assumir a
educação deste drama, cujos
personagens são nossos desejos de vida e morte.
Educar a paixão (de vida e morte) é
lidar com esses dois ingredientes,
cotidianamente, através da nossa capacidade,
força vital (que todo ser humano possui, uns mais,
outros menos, em outros anestesiada) e
desejar, sonhar, imaginar, criar.
Somos sujeitos porque desejamos,
sonhamos, imaginamos e criamos, na
busca permanente da alegria, da esperança, do
fortalecimento da liberdade, de uma
sociedade mais justa, da felicidade a
que todos temos direito.
Este é o drama de permanecermos
vivos... fazendo Educação.”
Madalena Freire.
COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA DA EJA
SEMEC

sábado, 11 de setembro de 2010



BARCA DA CIÊNCIA – O projeto Barca da Ciência também é outra atividade do Espaço da ciência que vem atraindo um número cada vez maior de participantes. No sábado 11 de Setembro, foi a vez do "passeio" com a Escola M. Amália Soares de Almeida do Carrapicho onde participaram com os alunos da EJA, participam do passeio onde aprenderam na prática o que vêm  sendo estudando em sala de aula:  Começou às 14h com saída do Cais de Atafona, voltado para uma conscientização da sustentabilidade.
A contemplação do nosso patrimônio histórico do município, algo que foi maravilhoso!

domingo, 23 de maio de 2010

Escalada Rumo à Educação de Qualidade - Parte I - A missão !

É, A CULPA É MINHA

Sou professor. Pronto, já disse tudo, a culpa é minha! É óbvio que os únicos culpados por toda a falência da educação são os professores. Todo mundo sabe disto. Basta perguntar aos ausentes pais, aos irresponsáveis alunos e incompetentes governantes que a resposta será dada em coro: “a culpa é dos professores!”.

Eis minha culpa: Por diversas vezes vi alunos cometendo absurdos, sendo alguns destes absurdos até mesmo um verdadeiro show de horrores. Já vi alunos cuspindo no chão (culpa do professor), outros jogando chicletes no chão (culpa do professor), saindo da sala sem autorização ou contrariando ordem do professor para não saírem (o culpado é o professor). Alguns falam palavrões sem o menor pudor (o professor que ensina?), outros mostram o dedo médio na frente de qualquer um (o professor que ensinou isto também?). E as agressões físicas, será que o professor manda os alunos se agredirem? E os celulares tocando então, um verdadeiro escárnio. Alguns alunos saem no meio da aula para atender, outros ainda pedem para o professor esperá-lo enquanto atende e uma minoria pede licença e pergunta se pode atender. O pior de tudo é que algumas das ligações vêm dos próprios pais. Eu não atendo o meu celular quando estou lecionando, mas com certeza sou culpado pelos celulares dos meus alunos quando tocam.

Se estivesse lendo este texto ao invés de escrevê-lo provavelmente iria pensar: “Será que este professor é indulgente?”. Já imaginando esta dúvida esclareço que vejo tudo isso acontecendo com professores de todos os tipos, até mesmo com os mais exigentes ou rigorosos. Então o que será que aconteceu para os alunos chegarem a tal ponto? Como a culpa é sempre do professor, talvez nós educadores não tenhamos aprendido a ser babás, psicólogos, terapeutas, pais adotivos, padrastos ou madrastas, etc., portanto, a culpa é nossa. Em várias escolas que já lecionei ou conheci me deparei com os mesmos perfis de alunos, variando apenas de acordo com a localização (centro ou periferia, sudeste ou nordeste), o curso (fundamental ou médio), a instituição (pública ou privada), a série, etc. Agora pergunto: “como posso ser culpado pela decadência de um aluno que já chega para mim pela primeira vez aos onze, quinze ou dezoito anos de idade cheio de manias? Como posso educar um jovem que não recebe educação em nenhum outro lugar? Como vou conseguir exigir que meu aluno estude se nossos governantes permitem e algumas vezes até exigem que qualquer aluno seja aprovado?” Muitos criticam a escola e o professor, mas cadê o caminho para que nosso trabalho seja produtivo e possa surtir efeito? Muitos nos culpam mas não apresentam planos de educação eficientes, que sejam pedagógicos, e não políticos. Ficam no “achismo”, mas achar é fácil, o difícil é fazer.

Sou culpado por tudo de errado que faço, mas não posso ser culpado pela ausência da família, pelo menosprezo dos políticos e pelo descaso dos alunos. Como educador não digo que não sei mais o que fazer, mas escuto isso constantemente da boca dos pais dos alunos. Não abandono a educação, mas noto que isso já foi feito há tempos pelos nossos líderes. Não deixo de cumprir minhas atividades, mas muitos dos meus alunos “esquecem-se” de cumprir suas funções estudantis. Desde que me entendo por gente a culpa pelos percalços da educação é do professor. Mas além disso, desde que me entendo por gente me lembro que minha família me ensinou a respeitar os mais velhos, incluindo os meus professores, portanto, não acho que a culpa quando o meu aluno falta com respeito comigo ou com seus colegas de escola seja minha. Quando eu era aluno há algum tempo atrás já existiam drogas, violência e os professores já eram culpados pela má qualidade da educação. Na época, eram raros os crimes banais como filhos matando pais, netos matando avós, pais matando os filhos e alunos matando alunos, mas hoje tudo isto é muito comum, com estas notícias constantemente na mídia. Será que nós professores somos os culpados por tudo isto também? Afinal, se a culpa pelos males do mundo é dos educadores, por que não fecham as instituições de ensino e passam a função aos sábios de plantão? Com toda certeza o mundo seria muito melhor sem nós “incompetentes” professores que estragamos a vida dos alunos, dos pais dos alunos e da sociedade em geral. É claro que existem péssimos professores, mas a sociedade não tem o direito de igualar todos os profissionais da educação da mesma maneira. Os médicos não são todos inábeis só porque alguns esquecem o bisturi dentro do paciente. Os policiais não são todos vis só porque alguns são infames. Os políticos não são todos devassos só porque alguns são corruptos.

Todos os dias alguém critica um professor, mas é raríssimo vermos alguém agradecido por ter sido aprovado em um concurso ou vestibular, uma vaga de emprego, etc. Então quer dizer que quando um indivíduo se dá mal na vida o culpado é o professor que lhe deu aulas, mas quando este indivíduo é um vencedor o mérito é só dele, ele que é inteligente? Enfim, declaro-me culpado por ter deixado de ser egoísta para compartilhar meu conhecimento com meus alunos. Sou culpado por tentar educá-los, por tentar fazê-los evoluírem. Sou culpado por ser professor!

Prof. Iranildo

sábado, 22 de maio de 2010

CONHEÇA - SE!

CONHECIMENTO


Wladimir Flávio Luiz Braga
Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais
Professor de Deontologia Jurídica e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito de Campos.
Membro da Ordem dos Advogados do Brasil - Conselho Seccional de Minas Gerais.


Nosso conhecimento é bastante limitado. Aquilo que sabemos, não sabemos em
profundidade e de forma absoluta. Daí concluirmos que a maior parte do nosso conhecimento é relativa e apenas provável, pois é ousado, embora possível, admitir uma certeza ou forma de conhecimento absoluta.

A tarefa de conhecer pode ser resumida na relação entre o sujeito cognoscente
(que busca o conhecimento) e o objeto conhecido (que se dá a conhecer). O conhecimento é produto de uma conjunção da atividade do sujeito com a manifestação de um objeto que de alguma forma lhe interessa. É uma reação do organismo a um estímulo conveniente.

Neste processo não podemos descartar que há certa apropriação do objeto pelo
sujeito, podendo, por vezes, este objeto fazer parte do sujeito ou confundir-se com ele próprio.

O conhecimento sensível ou sensorial, comum tanto aos homens quanto aos
animais, é fruto da atividade dos sentidos (ex.: percepção de cores, sons, imagens, lembranças, etc.).

O conhecimento intelectivo ou intelectual, atributo/privilégio dos homens, resulta da
capacidade de pensar, refletir, abstrair; na condição de construir conceitos, princípios, leis,teorias.

Pelo conhecimento o homem penetra as diversas áreas da realidade para dela
tomar posse, situando cada ente, fato ou fenômeno isolado dentro de um contexto mais amplo, em que se perceba seu significado e função, sua origem e estrutura fundamental.

O conhecimento humano se divide em quatro níveis ou formas, permitindo quatro
espécies de consideração sobre uma mesma realidade:

ASSISTEMÁTICO empírico (vulgar)
CONHECIMENTO científico
SISTEMÁTICO teológico
filosófico



Conheça- se!


Eu, tu, ele... seres em contrução!

Que bom que tenho consciência
Do ser que sou, fragmentado
Alguém sempre em construção
Imperfeito, incompleto, inacabado

Que bom que tenho consciência
Que o crescimento é parcelado
E que quanto mais eu aprendo
Nunca estou, por completo, "terminado"

Que bom que a mim é dado
A oportunidade de corrigir, de ser reciclado
De investir no que acho que está certo
E corrigir, tentar mudar o que está errado

Que bom que a mim é dado
A oportunidade de ser renovado!...

Mena Moreira


Fui Sabendo de Mim

Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia

pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia

fui ficando
por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei

eu vi
a árvore morta
e soube que mentia

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"



Começo a Conhecer-me. Não Existo


Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, porque também há vida ...
Sou isso, enfim ...

Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 1 de março de 2010

OBRIGADA A TODOS!


















Quero agradecer a atenção com a Coordenação Pedagógica da EJA, durante o encontro para apresentação do Projeto Pedagógico do 1º quadrimetre de 2010. Com grande satisfação espero podermos estar juntas mais vezes.

Agradeço também a sua disposição para a realização das atividades.

0brigada. Receba um forte abraço.

Coordenação Pedagógica.

UMA HISTÓRIA PARA SER CONTADA

Estado do Rio de Janeiro
Prefeitura Municipal de São João da Barra
Secretaria Municipal de Educação e Cultura

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

PROJETO: UMA HISTÓRIA PARA SER CONTADA


1. OBJETIVO: Elaborar um memorial, uma proposta para que o indivíduo escreva sobre si mesmo situando-se histórica, geográfica e socialmente no mundo em que está inserido. Exercício de autoconhe...


2. ETAPAS PARA CONSTRUÇÃO DO MEMORIAL.


1. IDENTIFICAÇÃO

2. INTRODUÇÃO

3. FORMAÇÃO EDUCACIONAL

4. EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

5. PERSPECTIVAS DE ESTUDO

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O foco para se definir uma política para a educação de jovens e adultos e para a formação do educador da EJA deveria ser um projeto de formação que colocasse a ênfase para que os profissionais conhecessem bem quem são esses Jovens e Adultos, como se constroem como jovem e adulto e qual a historia da construção desses jovens e adultos populares. (Arroyo-2006, p.25)

Memorial pessoal:
Onde relatam em forma narrativa livres suas vidas dando ênfase ao aspecto educacional. Com caráter de análise e reflexão que mostre qual é a sua trajetória pessoal.

Memorial Descritivo:
Elaborar um memorial descritivo é reconstituir a própria existência.
É um retrato crítico do indivíduo visto por múltiplas facetas através dos tempos.
Levar em conta as condições, situações e contingências que envolvam o desenvolvimento profissional.
Destacar relações estabelecidas com o mundo que possibilitem a construção do profissional.
Memorial é auto-avaliativo e acaba se tornando um instrumento confessional de sonhos.

Memorial Fotográfico:

Exemplo de memorial, pois torna-se um exemplo porque é das formas mais comuns de prestar uma homenagem a alguém. Tipo de memória que vemos quase por todo o lado. Faça o seu projeto com as suas fotos. De cara para o mundo, toda a gente olha a minha cara, em escultura, sou apenas uma memória...
Que tal fazermos um álbum de tipos de profissões encenadas por alunos.

Memorial Fotográfico Histórico:

Uma pesquisa pela cidade de tipos de memoriais existentes: estátuas, bustos, placas, nome de ruas, nome de prédios, e que tipos de profissionais se envolveram na construção dessa memória. A sua história pode estar envolvida na história de sua cidade!

CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS A PARTIR:

CONHECIMENTOS PRÉVIOS
AUTONOMIA
AUTO-ESTIMA
RELAÇÃO PROFESSOR/ALUNO
PRÁTICA NA PERSPECTIVA DE FORMAÇÃO DO CIDADÃO
RELAÇÃO ENTRE SABER ESCOLAR RELAÇÃO COM O TRABALHO.
INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA

SUGESTÕES DE ATIVIDADES:

OBS. O grau de dificuldades e adequação depende de cada ano/fase e nível da turma.

MATEMÁTICA - PROBLEMAS CRIATIVOS E LÚDICOS: QUE PROPORCIONE A SOCIALIZAÇÃO.

*Soma de abdominais: Como parte de seu programa de ginástica, Beto decidiu fazer abdominais toda manhã. Em 1o de agosto ele fez apenas uma; no dia 2 de agosto fez três abdominais; no Dia 3 de agosto ele fez cinco e no dia 4 de agosto fez sete.
Suponha que Beto tenha continuado a aumentar o número de abdominais a Cada dia, seguindo este padrão durante todo o mês da abril. Quantas abdominais ele fez no dia 15 de abril? Quantas abdominais ele fez até o dia 15 de agosto?


*Se convidarmos um grupo de amigos para o nosso jantar de anos e quisermos preencher uma mesa de quatro pessoas, podemos ter de escolher os nosso três companheiros de entre cinco amigos. Mas o António está zangado com a Beatriz, sua antiga namorada. E esta e o Carlos são inseparáveis. Ora o Carlos, que é amigo do António, está de relações cortadas com o Daniel. E este, por seu turno, não dá um passo sem trazer consigo a Eduarda, que não pode ver o António à frente. Como se resolve este quebra-cabeças?»

* Tempo Cronológico


GEOGRAFIA:

*Entrevista de qualidade com profissionais da área portuária.

*Memorial geográfico com gráfico de localização de Estados e cidades que alguns dos alunos moraram ou trabalharam (existem pessoas que já moraram em vários lugares do país e seria legal trabalhar essa rota em sala com a turma.)

*Levar os alunos a situar – se geograficamente usando variados pontos de referencia dentro do território nacional.


HISTÓRIA: Sua voz sua vez! Estudo, pesquisa e Registro do aluno cidadão. Tudo seguindo por:

*Uma linguagem atraente (coloquial, divertida) – requisito fundamental para fazer o aluno se envolver e querer apropriar-se, aprofundar-se, do conhecimento ali inscrito.

*Um trabalho em conjunto da expressão verbal e não verbal, da referencial e da metafórica;
*Uma introdução, para posterior aprofundamento, do conceito de ideologia, já que a linguagem é por ela permeada, sendo um eixo de unidade fundamental na abordagem dos conteúdos das duas disciplinas;

*A possibilidade de traçar uma visão geral do percurso do estudo feito e os tipos de relações humanas decorrentes deste processo.

*Levar o aluno a situar – se historicamente w socialmente no mundo. Explore temas e conteúdos relacionados ao assunto.

ARTE:
*A arte de fazer um blog. O blog fala de você!

*Como você vê o trabalho de criação de uma platéia? EX:Torcida organizada

*Arte culinária. Culinária também é cultura, milenarmente as receitas foram transmitidas de geração em geração, antes de surgirem a imprensa e os livros de receitas.

*Reflexão sobre imagens de denotação filosófica; ex. Mito da caverna.

* Análise dos artigos dos Direitos Humanos.

*Biografia de pessoas locais.

*Uso de reportagens sobre pessoas da localidade.

EDUCAÇÃO FÍSICA:

* A Criação de Jogos no Contexto Escolar. Incentivo a recriar.

*Ou reinventar novas técnicas e usos de jogos.

*Introduzir novos caminhos e métodos de determinada atividade física.

* Diferenças físicas de cada um e suas influência nas habilidades motoras.

INGLÊS:

*O que seu aluno aprendeu dessa língua cada vez mais necessária aqui entre nós?
Ex. Tradução de músicas ou poemas específicos para o projeto.

PORTUGUÊS: MEMORIAL – Sua construção e sua correção.

*Bibliografia e a diferença para um memorial descritivo.
*DINÁMICA:
Faça um grande arco com as cadeiras, distribua pequenas folhas de papel em branco, e peça aos alunos pra escreverem em segredo o que ele desejaria para a classe durante o período letivo. Depois começando pelas pontas do arco, você faria a troca dos bilhetes, só que cada par leria para o outro o que ele mesmo escreveu, recaindo sobre ele o próprio desejo. Ao final discutiria com a turma os bons e maus desejos.

*Fábulas contemporâneas.

*TRIBUNAL DO SABER:
Tente fazer com que os alunos deixem de ser os receptores e passem a ser uma parte integrantes da aula. Divida os alunos em grupos e peça-lhes que escolham temas relacionados com a matéria, depois é fazer uma votação para ver qual o tema foi escolhido, a partir daí, é simples, faça uma espécie de prós e contras, isto é, um grupo terá que defender a sua posição favorável ao tema, e o outro grupo terá que defender o contrário. Geralmente, os alunos gostam deste tipo de intercâmbio de idéias. Faça como se tivessem num tribunal de opinião, de um lado os prós e de outro os contras, frente a frente.


Obs. O uso de dinâmica é muito bom para o desenvolvimento intra e interpessoal. Trabalhe mais com elas!

CIÊNCIAS:

*Diferenças entre pessoas (genética)

*Evolução da escrita uma descoberta científica.

Textos:
Coleção Cultura e Trabalho

Retirado da coleção cadernos de EJA disponível na Internet.
Existe um link em nosso blog para essa página.
PESQUISE E USE É FEITO PARA VOCÊ PROFESSOR!


PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ.

TEXTO 15
Bertold Brecht

Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia vária vez destruída. Quem a
reconstruiu tantas vezes? Em que casas da Lima
dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que
a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os
césares?
A decantada Bizâncio tinha somente palácios para
os seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida
os que se afogavam gritaram por seus escravos
na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava nem sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada
naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.


A CULINÁRIA TAMBÉM É CULTURA

Cozinhar é uma arte: é preciso ter
“mão” para doces e salgados. Milenarmente
as receitas foram transmitidas
de geração em geração, antes de surgirem
a imprensa e os livros de receitas. Mas
os hábitos alimentares também foram se
alterando de geração em geração: pratos
antigos caíam em desuso, como a vitela com
purê de rosas dos romanos ou o pão com
cebola e cerveja dos antigos egípcios. E também
a cada geração foram surgindo pratos
novos, principalmente quando se difundiam
novos ingredientes, como o açúcar que
o Ocidente recebeu primeiro do Oriente e
depois das Américas, ou o milho, a batata,
a mandioca e o tomate, conhecidos só nas
Américas antes de sua “descoberta” por
Colombo.
Alguns pratos tradicionais brasileiros
têm origens curiosas. A feijoada, o prato
nacional das grandes ocasiões, surgiu nas
senzalas: as negras aproveitavam as partes
do porco que os brancos desprezavam e
jogavam fora, como os pés, rabo, orelha,
focinho.... O cuscuz paulista era o prato
habitual dos bandeirantes em suas prolongadas
expedições, pois seus ingredientes, a
farinha de milho e o peixe seco, conservados
em alforjes de couro, não se deterioravam
e se mantinham comestíveis durante
muito tempo.
Os conventos de freiras, na Colônia,
eram palco de experimentações culinárias
com o então novo ingrediente, o açúcar. O
antropólogo Gilberto Freyre anotou que as
referências mundanas ficaram evidenciadas
em nomes de doces como “baba de
moça” e “beijo de frade”.
Cultura e culinária


TEXTO 5
Receitas são transmitidas de geração em geração há séculos

Renato
Pompeu
Foi lançado em Curitiba o projeto Mercado
Alternativo do Movimento Hip-Hop
Organizado do Brasil, o MH20, cujo objetivo
é promover, por meio da cultura do hiphop,
a montagem de uma cadeia produtiva.
Cerca de 140 jovens, com idade entre 16 e 24
anos, desempregados, de baixa renda e que
nunca tiveram a carteira de trabalho assinada,
participaram da primeira fase do projeto.
Depois, são selecionados no máximo cinqüenta
participantes para atuar nas seis empresas
que serão administradas por eles.
Os ramos de atuação das empresas são:
serigrafia, estúdio de gravação de CD, estúdio
de vídeo, eventos, adereços, e uma loja – que
irá escoar toda a produção de roupas, acessórios,
documentários e videoclipes, entre outros
produtos. Tudo seguindo o estilo da cultura
hip-hop. Os participantes receberão qualificação
profissional para administrar um pequeno
negócio.
O projeto prevê aulas diárias: teoria no
período da manhã e prática à tarde, sobre
como administrar empreendimentos, escolher
fornecedores, determinar preços dos produtos,
como lidar com concorrentes, entre outros
temas. Terminado o projeto, as empresas continuarão
no mercado, com o acompanhamento
e o suporte do MH2O.
O MH2O faz parte do programa Empreendedorismo
Juvenil, do Ministério do Trabalho e
Emprego, MTE, vertente do Programa Nacional
de Estímulo ao Primeiro Emprego.

Extraído do site: http://www.mte.gov.br
Jovens de baixa renda iniciam atividades do
projeto MH2O, baseado no mundo do hip-hop.


ESTÉTICA DO OPRIMIDO
A arte e o trabalho
TEXTO 12
Para além do palco fica o ser integral

O ser humano, diferentemente de todas
as outras espécies de animais, é capaz
de se ver agindo, de analisar a situação em
que se encontra e, como um diretor, dirigir
a ação. Como figurinista tenta adequar sua
aparência à situação e ao cenário onde vai
atuar. Como dramaturgo produz o texto
conforme a ocasião. Como ser humano é
capaz de representar a realidade, recriar o
real em imagem, para entender sua existência
e imaginar sua ação futura.


Recriar o mundo
O Teatro do Oprimido atua nesse sentido,
estimulando as pessoas a descobrirem
o que já são, a revelarem para si próprias
que são potência, que, por serem capazes
de metaforizar o mundo, ou seja, de representá-
lo, são capazes de recriá-lo. O objetivo
é que essa descoberta ou redescoberta
permita que cada um se aproprie do que originalmente
é seu: a capacidade de ver-se
agindo, de analisar e recriar o real, de imaginar
e inventar o futuro. Para ajudar cada
um a descobrir essa potência e capacidade
transformadora, promovem-se atividades
artísticas em quatro eixos:

1. Palavra: falada/escrita: os participantes produzem poesias, poemas, reflexões: “o que mais me impressionou” (relato sobre situações
que impressionam os participantes no dia-a-dia), “declaração de identidade”
(carta para algum interlocutor – conhecido ou não – com descrição do remetente), artigos, contos, além de textos dos espetáculos.

Augusto Boal dirigindo Sérgio Ricardo no Teatro de Arena. São Paulo, 1968.

2. Imagem: atividades de artes plásticas, com produções de desenhos, figuras,
criação de esculturas a partir de objetos encontrados; fotografia – análise do
mundo que nos cerca e, criação de cenas e espetáculos.

3. Som: sonoridade: pesquisa sonora, descoberta do potencial da voz, instrumentos existentes / inventados, música e criação de dança a partir de movimentos da vida cotidiana.

4. Ética: diálogos / conversação: promoção de encontros com especialistas e promoção de centros de estudos de: filosofia, história, ecologia, economia, política e vida social. O trabalho da estética do oprimido vem sendo desenvolvido de maneira experimental desde 2003, com integrantes dos Grupos Populares de Teatro de Oprimido coordenados pelo CTO – Rio, no Rio de Janeiro, assim como em workshops internacionais.

Teatro do Oprimido
Método estético que sistematiza exercícios, jogos e técnicas teatrais que objetivam a desmecanização física e intelectual de seus praticantes, e a democratização do teatro. O TO cria condições práticas para que o oprimido se aproprie dos meios de produzir teatro e assim amplie suas possibilidades
de expressão. Além de estabelecer uma comunicação direta, ativa e propositiva entre espectadores e atores.

Fonte P http://www.ctorio.org.br/ Compõem a metodologia

Teatro jornal
Conjunto de nove técnicas para teatralizar notícias de jornal e para perceber os significados ocultos de cada uma. Criada em 1971, no teatro de Arena de São Paulo, esta técnica foi muito usada na época da ditadura militar brasileira para revelar informações distorcidas pelos jornais à época, todos sob censura oficial.

Teatro imagem
Técnica teatral que transforma questões, problemas e sentimentos em imagens concretas.A partir de leitura da linguagem corporal, busca-se a compreensão dos fatos, porque a imagem é real enquanto imagem.

Teatro invisível
Teatralização de uma cena do cotidiano apresentada no local onde realmente poderia acontecer, sem que se identifique como evento teatral. Desta forma, os espectadores são reais participantes, reagindo e opinando espontaneamente à discussão provocada pela encenação.

A GEOGRAFIA DO SABOR

TEXTO 14
NORTE
NORDESTE
CENTRO-OESTE
SUDESTE
SUL
Um mapa gastronômico do Brasil

MANIÇOBA
Região Norte
(15 porções)
Ingredientes
• 20 maços grandes de folha de maniva
(mandioca)
• 1/2 kg de toucinho fresco, de porco,
sem o couro
• 1 kg de lombinho de porco
• 1 kg de lingüiça de porco fresca
• 1 kg de costelas de porco frescas
• 1/2 kg de chouriço
• 1 kg de bucho
• 1 kg de charque magro
• 250 g de toucinho defumado magro
• 2 rabos de porco frescos
• 3 paios
• 3 folhas grandes de louro
• 2 cebolas grandes
• 4 dentes de alho grandes
• 1 pimentão verde grande
• 3 tomates grandes, maduros e firmes
• 1 colher (sopa) bem cheia
de banha de porco
• 1 colher (chá) cheia de cominho em pó
• pimenta-do-reino preta em grãos
• sal
Preparo
Lave bem as folhas de maniva sem os talos
e passe pela máquina de moer carne,
chapa fina. Coloque em um panelão com
bastante água. Logo que ferver, junte 1 colher
(sopa) cheia de sal e o toucinho fresco
cortado em pedaços pequenos. Cozinhe
em fogo bem brando durante quatro dias.
À medida que for secando, acrescente
mais água. No quarto dia, escalde três
vezes as carnes.
Lave bem o charque para retirar o excesso
de sal. Corte o lombinho, o bucho e o charque
limpos, em pedaços médios.
Corte a lingüiça em roletes e separe as costelas
de duas em duas.
Acrescente à maniva primeiro as carnes
mais duras (como o charque) e depois os
rabinhos de porco, as costelas, o bucho e
o lombinho de porco.
Por último, acrescente a lingüiça, o chouriço,
o pedaço de toucinho defumado sem
o couro e os paios inteiros.
Na panela, coloque o louro aos pedaços e
água que dê para cobrir as carnes.
Quando tudo estiver cozido – vá acrescentando
um pouco mais de água conforme o
necessário – e quase sem caldo, derreta a
banha de porco, esquente e doure o alho
socado com 1 colher (sopa) cheia de sal,
junto com as cebolas batidinhas.
Junte o pimentão e os tomates bem picados,
tempere com o cominho e 1 colher (chá)
cheia de pimenta-do-reino moída na hora.
Refogue tudo muito bem e misture com a
maniçoba. Mexa e prove o sal. Sirva quente,
com arroz branco simples, farinha-d’água e
molho de pimenta.

PAMONHADA
Região Centro-Oeste
(12 porções)
Ingredientes
• 36 espigas de milho verde duro, com as
palhas
• 1/2 kg de banha de porco
• 1 queijo minas
• sal
Preparo
Rale o milho e raspe os sabugos com faca
afiada. Derreta e esquente a banha de
porco e misture com a massa de milho.
Tempere com sal, a gosto.
Acrescente o queijo cortado em cubinhos
e mexa bem. Separe as palhas de milho
mais tenras, as que ficam mais próximas
do sabugo. Ajeite uma palha dentro da
outra, com as pontas para fora.
Coloque no centro das palhas casadas uma
concha rasa de massa de milho.
Dobre as bordas e as pontas para dentro, uma
sobre a outra, e amarre como um embrulhinho.
Cozinhe em bastante água fervente.
A pamonha está cozida quando a palha
ficar toda amarela e meio murcha. Retire
para uma peneira de tala e deixe escorrer.
Sirva quente, morna ou fria.
No lugar de queijo, pode-se empregar carne
de porco (1 kg) picadinha e frita, ou
lingüiça de porco (1 kg) cortada em rodelinhas
e também frita.

VIRADO À PAULISTA
Região Sudeste
(12 porções)
Ingredientes
• 1 kg de feijão-mulatinho selecionado e
lavado
• 3 folhas grandes de louro
• 6 dentes de alho grandes
• 2 cebolas grandes
• 1 maço bem grande de cebolinha verde
• 1 kg de toucinho defumado magro e
sem o couro
• o couro do toucinho
• farinha de milho flocada
(amarela ou branca)
• pimenta-do-reino preta em grãos
• sal
Preparo
Cozinhe o feijão em 3 litros de água com
1 colher (sopa) cheia de sal, o louro e o
couro do toucinho, até que os grãos
estejam macios, porém inteiros.
Pique o toucinho em bastões curtos e
grossos e frite até obter torresmos bem
sequinhos.
Soque o alho com 1 colher (chá) rasa de
pimenta-do-reino moída na hora e com
1 colher (sopa) cheia de sal. Doure essa
pasta de alho na gordura dos torresmos,
junto com as cebolas batidinhas.
Misture esse refogado com os grãos do
feijão (apenas os grãos) e acrescente a
cebolinha cortada miudinho e 3 xícaras
cheias com o caldo do feijão.
Abaixe o fogo de médio para brando e
vá adicionando farinha de milho, sem
parar de mexer com colher de pau até
obter um virado bem úmido. Sirva bem
quente, com os torresmos por cima.

SIRI NO BAFO
Região Sul
(8 porções)
Ingredientes
• 24 siris
• 4 limões grandes, cortados em gomos
Preparo
Ferva bastante água num caldeirão grande
colocado sobre a trempe de três pedras
sob a qual se armou o fogo forte.
Cubra o caldeirão com uma peneira grande,
de tala, e aí vá arrumando aos poucos
os siris bem lavados.
Quando os siris ficarem vermelhos, é sinal
de que estão no ponto.
Quebra-se a carapaça do siri com uma
pedra limpa e come-se a carne com suco
de limão.
Se julgar necessário, prepare um molho
de pimenta fresca para acompanhar os
siris. E sirva, também, farinha de mandioca
branca e crua.
Texto escrito por Página Viva.
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.
Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída. Quem a
reconstruiu tantas vezes? Em que casas da Lima
dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que
a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os
césares?
A decantada Bizâncio tinha somente palácios para
os seus habitantes? Mesmo na lendária Atlântida
os que se afogavam gritaram por seus escravos
na noite em que o mar a tragou.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Sozinho?
César bateu os gauleses.
Não levava nem sequer um cozinheiro?
Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada
naufragou. Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Cada página uma vitória.
Quem cozinhava o banquete?
A cada dez anos um grande Homem.
Quem pagava a conta?
Tantas histórias.
Tantas questões.

Bertold Brecht (1898/1956): Dramaturgo e poeta alemão, foi um dos maiores críticos sociais de seu tempo, e ficou conhecido pelo estilo irônico de sua obra, que inclui letras de músicas

Tem muito mais...
É só você PESQUISAR.
MÃOS A OBRA!!!!!!!!!!!

COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Formaturas movimentam turmas de Educação de Jovens e Adultos

Alunos da 8ª Fase da Educação de Jovens e Adultos (EJA) tiveram formatura nas últimas semanas. Uma aconteceu, às 19h30 do 16 de julho, na Escola M. Elysio de Magalhães, em Barcelos. No dia 18 julho de 2009, Escola M. Chrisanto Henriques de Souza. Depois das solenidades as confraternizações foram muito bacanas! A todos os profissionais que se esforçaram para que essas lindas festas, de tão relevante valor, acontecessem MEUS PARABÉNS!


"Quando amamos e acreditamos do fundo de nossa alma, em algo, nos sentimos mais fortes que o mundo, e somos tomados de uma serenidade que vem da certeza de que nada poderá vencer a nossa fé. Esta força estranha faz com que sempre tomemos a decisão certa, na hora exata e, quando atingimos nossos objetivos ficamos surpresos com nossa própria capacidade."
Paulo Coelho

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Culminância da EJA

O CHRISANTO HENRIQUES DE SOUZA,modalidade EJA, no 5º Distrito AÇU, aconteceu ontem dia 10 de Junho de 2009 a culminância do Projeto de Trabalho: O Desafio da Sustentabilidade.Onde a pauta de apresentações de trabalhos foi:
1- Leitura da Carta da Terra
2- Música: Água de Arnaldo Antunes e Paulo Tatic ( Canções de brincar-coleção palavra cantada velas produções)
3- Importância da Água e cuidados para preservação - maquete - I a IV Fase.
4- Coleta Seletiva e Poema Preserve. V Fase
5- Exposição de gráfico de pesquisa sobre: Quais alimentos são mais consumidos.VI Fase
6-Exposição de materiais da Oficina de pufs com garrafas pet, com o professor Leandro. Muiiiiiiiiiiito legal! VII Fase
7- Poema: Diversidade - Mural: Flora e Fauna. VIII Fase
8- Linha do Tempo - Leitura de uma breve biografia da vida do patrono da Escola o Srº Chrisanto Henriques de Souza que era um homem muito influente na comunidade e a partir de sua história fazendo um paralelo entre o modo de vida do passado e do presente e de como nós hoje e os hábitos atuais cada dia mais causam mais degradação do meio ambiente.
9- Apelo do MEIO AMBIENTE: VIII Fase.

Fica registrado aqui que a animação do público não foi maior devido a ausência do grupo que chega de ônibus escolar não ter podido comparecer devido a quebra desse importante meio de transporte, mas valeu pelos trabalhos previamente preparados e desenvolvidos.






Admiração e abraço da Coordenação Pedagógica e Supervisão da EJA.

terça-feira, 9 de junho de 2009

IDEIAS





Música na Educação de Jovens e Adultos
“Sonhamos com uma escola que, sendo séria, jamais vive sisuda. A seriedade não precisa de ser pesada. Quanto mais leve é a seriedade, mais eficaz e convincente é ela. Sonhamos com uma escola que, porque séria, se dedique ao ensino de forma competente, mas, dedicada, séria e competentemente ao ensino, seja uma escola geradora de alegria.O que há de sério, até de penoso, de trabalhoso, nos processos de ensinar e aprender, de conhecer, não transforma este quefazer em algo triste. Pelo contrário, a alegria de ensinar e aprender deve acompanhar professores e alunos em suas buscas constantes. Precisamos é remover os obstáculos que dificultam que a alegria tome conta de nós e não aceitar que ensinar e aprender são práticas necessariamente enfadonhas e tristes. É por isso que ... eu falava de que o reparo das escolas, urgentemente feito, já será um pouco mudar a cara da escola do ponto de vista também de sua alma”
(Paulo Freire).

BEIJOSSS Coordenação Pedagógica.

sábado, 6 de junho de 2009

ACONTECEU VIROU NOTÍCIA!

Como acontece todos os anos, neste final de semana, dias 5, 6 e 7 de junho, Na Escola Elysio de Magalhães esta sendo o palco de mais uma edição da Festa Junina da Unidade. O evento começou na sexta( com a anarriê e o anavam da EJA) e vai até domingo. A realização é da Escola, com o apóio da Prefeitura Municipal de São João da Barra. Toda a renda da festa, será revertida á própria comunidade escolar. A festa contará com as tradicionais comidas típicas e shows musicais.
Na sexta-feira o show foi do VAVAL FERREIRA; sábado e domingo a animação fica por conta de outra galera. Eu conferi e adorei!
Coordenação Pedagógica!




domingo, 31 de maio de 2009

ESCOLA CHRISANTO HENRIQUES DE SOUZA NA DIREÇÃO DE GRACIETE RISCADO, EJA, É GENTE QUE FAZ. PARABÉNS VOCÊS SÃO VENCEDORES!

A EJA PRECISA SABER E TRABALHAR!




Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global.

http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/educacaoambiental/tratado.pdf






Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999
Dispõe sobre a Educação Ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 1.o Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais,conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
Art. 2.o A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal.
Art. 3.o Como parte do processo educativo mais amplo, todos têm direito à educação ambiental, incumbindo:
I - ao Poder Público, nos termos dos art. 205 e 225 da Constituição Federal, definir políticas públicas que incorporem a dimensão ambiental, promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e o engajamento da sociedade na conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
II - às instituições educativas, promover a educação ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem;
III - aos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, promover ações de educação ambiental integradas aos programas de conservação, recuperação e melhoria do meio ambiente;
IV - aos meios de comunicação de massa, colaborar de maneira ativa e permanente na disseminação de informações e práticas educativas sobre meio ambiente e incorporar a dimensão ambiental em sua programação;
V - às empresas, entidades de classe, instituições públicas e privadas, promover programas destinados à capacitação dos trabalhadores, visando à melhoria e ao controle efetivo sobre o ambiente de trabalho, bem como sobre as repercussões do processo produtivo no meio ambiente;
VI - à sociedade como um todo, manter atenção permanente à formação de valores, atitudes e habilidades que propiciem a atuação individual e coletiva voltada para a prevenção, a identificação e a solução de problemas ambientais.
Art. 4.o São princípios básicos da educação ambiental:
I - o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;
II - a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;
III - o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;
IV - a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;
V - a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;
VI - a permanente avaliação crítica do processo educativo;
VII - a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;
VIII - o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.
Art. 5.o São objetivos fundamentais da educação ambiental:
I - o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;
II - a garantia de democratização das informações ambientais;
III - o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;
IV - o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
V - o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;
VI - o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;
VII - o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.
CAPÍTULO II
DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Seção I
Disposições Gerais
Art. 6.o É instituída a Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 7.o A Política Nacional de Educação Ambiental envolve em sua esfera de ação, além dos órgãos e entidades integrantes do Sistema Nacional de Meio Ambiente - Sisnama, instituições educacionais públicas e privadas dos sistemas de ensino, os órgãos públicos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e organizações não-governamentais com atuação em educação ambiental.
Art. 8.o As atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental devem ser desenvolvidas na educação em geral e na educação escolar, por meio das seguintes linhas de atuação inter-relacionadas:
I - capacitação de recursos humanos;
II - desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações;
III - produção e divulgação de material educativo;
IV - acompanhamento e avaliação.
§ 1.o Nas atividades vinculadas à Política Nacional de Educação Ambiental serão respeitados os princípios e objetivos fixados por esta Lei.
§ 2.o A capacitação de recursos humanos voltar-se-á para:
I - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino;
II - a incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos profissionais de todas as áreas;
III - a preparação de profissionais orientados para as atividades de gestão ambiental;
IV - a formação, especialização e atualização de profissionais na área de meio ambiente;
V - o atendimento da demanda dos diversos segmentos da sociedade no que diz respeito à problemática ambiental.
§ 3.o As ações de estudos, pesquisas e experimentações voltar-se-ão para:
I - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à incorporação da dimensão ambiental, de forma interdisciplinar, nos diferentes níveis e modalidades de ensino;
II - a difusão de conhecimentos, tecnologias e informações sobre a questão ambiental;
III - o desenvolvimento de instrumentos e metodologias, visando à participação dos interessados na formulação e execução de pesquisas relacionadas à problemática ambiental;
IV - a busca de alternativas curriculares e metodológicas de capacitação na área ambiental;
V - o apoio a iniciativas e experiências locais e regionais, incluindo a produção de material educativo;
VI - a montagem de uma rede de banco de dados e imagens, para apoio às ações enumeradas nos incisos I a V.
Seção II
Da Educação Ambiental no Ensino Formal
Art. 9.o Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:
I - educação básica:
a) educação infantil;
b) ensino fundamental e
c) ensino médio;
II - educação superior;
III - educação especial;
IV - educação profissional;
V - educação de jovens e adultos.
Art. 10. A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.
§ 1.o A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.
§ 2.o Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.
§ 3.o Nos cursos de formação e especialização técnico-profissional, em todos os níveis, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.
Art. 11. A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 12. A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes pública e privada, observarão o cumprimento do disposto nos art. 10 e 11 desta Lei.
Seção III
Da Educação Ambiental Não-Formal
Art. 13. Entendem-se por educação ambiental não-formal as ações e práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio ambiente.
Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e municipal, incentivará:
I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e campanhas educativas, e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente;
II - a ampla participação da escola, da universidade e de organizações não-governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não-formal;
III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola, a universidade eas organizações não-governamentais;
IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;
V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas às unidades de conservação;
VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;
VII - o ecoturismo.
CAPÍTULO III
DA EXECUÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 14. A coordenação da Política Nacional de Educação Ambiental ficará a cargo de um órgão gestor, na forma definida pela regulamentação desta Lei.
Art. 15. São atribuições do órgão gestor:
I - definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;
II - articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;
III - participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.
Art. 16. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na esfera de sua competência e nas áreas de sua jurisdição, definirão diretrizes, normas e critérios para a educação ambiental, respeitados os princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.
Art. 17. A eleição de planos e programas, para fins de alocação de recursos públicos vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental, deve ser realizada levando-se em conta os seguintes critérios:
I - conformidade com os princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Educação Ambiental;
II - prioridade dos órgãos integrantes do Sisnama e do Sistema Nacional de Educação;
III - economicidade, medida pela relação entre a magnitude dos recursos a alocar e o retorno social propiciado pelo plano ou programa proposto.
Parágrafo único. Na eleição a que se refere o caput deste artigo, devem ser contemplados, de forma eqüitativa, os planos, programas e projetos das diferentes regiões do País.
Art. 18. (VETADO)
Art. 19. Os programas de assistência técnica e financeira relativos a meio ambiente e educação, em níveis federal, estadual e municipal, devem alocar recursos às ações de educação ambiental.
CAPÍTULO IV
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 20. O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de noventa dias de sua publicação, ouvidos o Conselho Nacional de Meio Ambiente e o Conselho Nacional de Educação.
Art. 21. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 27 de abril de 1999; 178.o da Independência e 111.o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
José Sarney Filho


Referência: BRASIL, Lei nº 9795, de 27 de abril de 1999 que institui a Política Nacional de Educação Ambiental.






Os alicerces da construção de uma política ambiental, do desenvolvimento e da sustentabilidade foram discutidos a partir da II Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento em 1992 (a Rio 92).
O conceito de desenvolvimento sustentável ganhou múltiplas dimensões na medida em que os estudiosos passaram a incorporar outros aspectos das relações e dos indivíduos com a natureza.
· Sustentabilidade ecológica: refere-se à base do processo de crescimento e tem como objetivo a manutenção de estoques de capital natural incorporado às atividades produtivas.
· Sustentabilidade ambiental: refere-se à manutenção da capacidade de sustentação dos ecossistemas, o que implica a capacidade de absorção e recomposição dos ecossistemas em face das interferências relativos à humanidade, à sociedade humana, à ação do homem.
· Sustentabilidade social: tem como referencia o desenvolvimento e como objeto a melhoria da qualidade de vida da população. Em países com desigualdades, implica a adoção de políticas distributivas e a universalização do atendimento na área social, principalmente na saúde, educação, habitação e eqüidade social.
· Sustentabilidade política: refere-se ao processo de construção da cidadania, em seus vários ângulos e visa garantir a plena incorporação dos indivíduos ao processo de desenvolvimento.
· Sustentabilidade econômica: implica uma gestão eficiente dos recursos em geral e caracteriza-se pela regularidade de fluxos de investimento público e privado - o que quer dizer que a eficiência pode e precisa ser avaliada por processos macrossociais.
· Sustentabilidade demográfica: revela os limites da capacidade de suporte de determinado território e de sua base de recursos, implica cotejar os cenários ou tendências de crescimento econômico com as taxas demográficas, sua composição etárias e contingentes de população economicamente ativa.
· Sustentabilidade cultural: relaciona-se com a capacidade de manter a diversidade de culturas, valores e práticas no planeta, no país e/ou numa região, que compõem ao longo do tempo a identidade dos povos.
· Sustentabilidade institucional: trata de criar e fortalecer engenharias institucionais e/ou instituições que considerem critérios de sustentabilidade.
· Sustentabilidade espacial: norteada pela busca de maior eqüidade nas relações inter-regionais.
O conceito de desenvolvimento sustentável vem sendo construído no processo de discussão e prática de uma política geral para a humanidade. Ë importante ressaltar que esse conceito se identifica com pelo menos quatro dimensões:
· Uma dimensão ética - onde se destaca o reconhecimento de que no almejado equilíbrio ecológico está em jogo mais que um padrão duradouro de organização da sociedade - está em jogo à vida dos demais seres e da própria espécie humana (gerações futuras);
· Uma dimensão temporal - que rompe com alógica do curto prazo e estabelece o princípio da precaução (adotado em várias convenções internacionais de que o Brasil é signatário e que têm internamente, com ratificação pelo Congresso, força de lei), bem como a necessidade do planejar em longo prazo;
· Uma dimensão social - que expressa o consenso de que só uma sociedade sustentável - menos desigual e com pluralismo político - pode produzir o desenvolvimento sustentável;
· Uma dimensão prática - que reconhece como necessária à mudança de hábitos de consumo e de comportamentos.
Para concretizar tudo isso, é preciso romper o círculo vicioso da produção, que prejudica o meio ambiente e exclui dos beneficiários grande parte da sociedade. E preciso, também, promover um círculo virtuoso, em que a produção obedeça a critérios de conservação ambiental duradoura e aperfeiçoamento progressivo nos padrões de repartição de benefícios.




A importância do lixo
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
• Tornar o estudo das questões ambientais mais prazerosos

• Utilizar audiovisuais para explorar conhecimento científico
.
• Salientar a importância dada aos trabalhos relacionados à questão ambiental.

• Valorizar as formas de expressão artística e cultural dos alunos

• Analisar criticamente a degradação ambiental

• Relacionar formas simples e eficientes de proteger o ambiente.

• Envolver a escola e a comunidade em projetos ambientais específicos.
Conceitos a desenvolver:
• Preservação efetiva e integrada do meio ambiente
Materiais recicláveis
Degradação ambiental: o que fazer para reverter este processo?
Tempo de degradação dos produtos.
Formas artísticas e culturais demonstradas pelos alunos.
Separação correta do lixo, principalmente: recicláveis, orgânicos e rejeitos.
Ambiente escolar: todos somos responsáveis pela qualidade ambiental.
Cuidados nos materiais recicláveis.
Atividades:
IMAGEM: Fazer uma seleção de imagens de ações erradas cometidas contra a natureza.
SALA DE AULA – Pesquisar em revistas ou jornais imagens referentes a beleza que a natureza tem.
ALUNOS NO PÁTIO: Preparar alguma atividade de ação de responsabilidade e defesa do meio ambiente na escola onde os alunos cuidando do pátio demonstrarão essa preocupação.
PASSEIO: As turmas organizam um breve passeio nos arredores da escola com objetivo de registrar por meio de imagens fotográficas e registro mental o que de belo e natural há ao redor da escola.
MUSICA: planeta água será trabalhado com a finalidade de solidificar a idéia de preservação da natureza, principalmente da água.
Paródia:
EX:
A solução pro nosso lixo eu vou dar

Negócio bom assim ninguém viu

Tá tudo pronto aqui é só o caminhão vir pegar

É a solução pro lixo do Brasil
Refrão: Nós vamos separar (bis)

Porque é tudo lixo ta, na hora agora juntos,

Vamos nos reunir e separar papel do vidro
Para reciclar, assim limpinho vamos deixar.
Música: A escolha de cada professor das respectivas turmas que trabalhe animais, natureza verde, e outros temas relacionados à natureza como um todo.
VÍDEO: Assistirem a um DVD de Aline Barros que fala sobre e natureza com foco no seu criador (A arca de Noé) ou outro DVD de cantores que expressem o mesmo sentido.
Cronograma:
1ª semana: Lançar a proposta: "O que fazer para que o mundo, em especial, a escola e a comunidade não se tornarem também um lixo?"
2ª semana: Definição de qual parte ambiental cada turma/série organizará.
3ª semana: Trabalho com papel a partir aproveitamento para confecção de cartões para o “DIA DA CONFRATERNIZAÇÃO” que será preparado pelas turmas para troca de cartões de amizade, entre os mesmo, preparados com bastante criatividade a partir de reaproveitamento de diversos tipos de papel e outros materiais: semente, botões, tecidos e outros.
4ª e 5ª semana: Montagem do roteiro de imagens fotográfica dos trabalhos e atividades realizadas. Podendo também ser preparado um vídeo caso a escola consiga uma filmadora para registrar passeio ecológico e a conclusão das atividades.






CARACTERIZAÇÃO DA SITUAÇÃO:
Mostrar aos alunos a importância da higiene mental, pessoal, do ambiente familiar e da escola, para melhorar suas condições de vida.
DEFINIÇÃO DE OBJETIVOS COMPORTAMENTAIS:
Que primeiramente os professores e alunos valorizem a sociabilidade e a higiene, e adotem modos de agir tais como:
• Jogar lixo no lixo;
• Organizar as carteiras na sala;
• Limpar a lousa;
• Manter as carteiras, o chão, e as paredes limpas;
• Preservar os trabalhos expostos pelos colegas.
De forma a preservar o ambiente e o patrimônio escolar como forma de melhorar suas condições de vida, estendendo-se a comunidade.
Todas as disciplinas
• Pesquisa diagnóstica referente à higiene e limpeza da escola;
• Montagem de um painel, destacando as reivindicações dos alunos, para dirigir novas ações;
• Limpeza dirigida e contínua;
• Confecções de cartazes com frases significativas incentivando o processo de valorização pessoal.


Atividades a serem desenvolvidas em cada disciplina:
2.1- HISTÓRIA
• Resgate da história da escola, buscando as mudanças ocorridas em todos os aspectos (arquitetônicos, estrutural e visual).
ESTRATÉGIAS
• Pesquisas sobre a escola, criação e funcionamento;
• Entrevistas com ex-alunos;
• Observações das alterações estruturais feitas na escola a partir da planta original, fotos, documentos, etc.
2.2- GEOGRAFIA E MATEMÁTICA
• Localização da escola, da cidade, do município, do estado, da região e do Brasil.
ESTRATÉGIAS
• Mapeamento e construção da Maquete do micro bacia hidrográfica do Município, onde se localiza nossa escola;
• Pesquisas sobre a localização da escola.
2.3- CIÊNCIAS
• As conseqüências da falta de higiene na saúde;
• Problemas causados pelo lixo, pelas pombas e outros animais;
• Problemas da decomposição e acúmulo dos diferentes tipos de lixo;
• Reciclagem;
• Meio ambiente.
ESTRATÉGIAS
• Pesquisas;
• Coleta de material;
• Reciclagem de papel e confecção de objetos.
2.4- LÍNGUA PORTUGUESA E ESTRANGEIRA
• Rimas com palavras relacionadas com a limpeza;
• Poesias, redações, textos e músicas;
• Reprodução de temas de linguagem escrita para o visual;
• Frases;
• Teatro.
ESTRATÉGIAS
• Montagens de pequenos diálogos relacionados com a limpeza (português e inglês);
• Confecção de cartazes, com frase em inglês e português sobre a limpeza da classe e da escola.
2.5 - ARTE
• Artes com papel reciclado;
• Teatro;
• Paródias;
• Cartazes.
ESTRATÉGIAS
• Desenvolvimento, em grupos, de paródias sobre o tema, a partir de uma música conhecida;
• Montagem de uma peça teatral referente ao tema.
MATEMÁTICA
• Problemas sobre a produção de lixo;
• Gráficos;
• Planificação de sólidos.
ESTRATÉGIAS
• Elaboração de problemas referentes à decomposição de materiais;
• Montagem de gráficos sobre a pontuação das classes;
• Montagem de mini-latões através da planificação do cilindro, mostrando as cores da separação seletiva do lixo.
- EDUCAÇÃO FÍSICA
• Gincana da preservação "O ambiente é o que conta".
ESTRATÉGIAS
• Campanhas de material de limpeza;
• Provas competitivas (relativas ao tema ou não);
• Montagens de cartazes para anotação de pontuação.
SELEÇÃO E PREPARAÇÃO DE MATERIAIS/RECURSOS A SEREM UTILIZADOS:
• Questionários
• Cartazes
• Maquetes e desenhos
• Exposição dos trabalhos feitos
• Campanhas educativas e preventivas
• Relatórios
• Redações, textos, filmes.
Outras Sugestões:
História: estudar com os alunos a relação entre o crescimento das cidades (aumento da população) e a produção de lixo; a evolução das embalagens, assim como do lixo em geral, e sua relação com os padrões de consumo; qual era o destino do lixo na Antigüidade e atualmente; as mudanças ocorridas nos padrões de consumo após a Revolução Industrial.
Geografia: as reservas de matéria-prima para a fabricação de materiais como embalagens ou bens de consumo em geral (por exemplo: vidro, plástico, papel, alumínio, etc).
Matemática: estudar com os alunos a economia de recursos naturais com a reciclagem do plástico, vidro etc; a economia de água e energia; quantidade de matéria-prima utilizada para produção de um dado produto; custo de coleta, transporte e disposição adequada do lixo.
Ciência: discutir com os alunos o que acontece com o lixo depois de sua coleta e todas as conseqüências da sua disposição inadequada (poluição e contaminação do solo, da água e do ar), atração de vetores de importância epidemiológica (ratos, moscas, baratas), desvalorização imobiliária.

Paródia na melodia do Ciranda, cirandinha:
Trabalho, trabalhador, vamos todos trabalhar

Vamos valorizar todos

Todos vamos valorizar
O trabalho que tu fizeste

É importante como todos

Eu preciso de você

E você de mim precisa
Por isso trabalhador

Faz favor de entrar na roda

Pra podermos agradecê-lo

E cantar os parabéns.
SUGESTÕES PARA CULMINÃNCIA:
*Sem palavras...
Apresenta alguns slides com imagens que remetem uma reflexão sobre alguns aspectos da vida cotidiana. Sugiro que sejam elaborados materiais dentro desta mesma temática utilizando fotos do ambiente local - onde as pessoas se identifiquem - sendo apresentado em diferentes momentos. A fotografia faz cada vez mais parte do nosso cotidiano e fornece um rico material para a elaboração de um acervo, tendo em vista o valor estar no registro da imagem, não apenas na qualidade.
*Reciclar
Apresenta slides que tratam do assunto reciclagem numa abordagem reflexiva, relacionada com hábitos e atitudes. Propõe interatividade sugerindo fazer algumas anotações na medida em que os slides forem passando. No arquivo original tem uma música de fundo, o que torna o arquivo mais pesado. Por isto, apresenta-se versão do arquivo sem música, mas salientamos que incluir uma melodia é fundamental para realizar esta atividade.

Sugestões de Atividades Sensibilizadoras, Dinâmicas e Reflexão para Educação Ambiental

Poemas para Educação Ambiental
Separe
Separe, separe, separe o seu lixo
Pois você é cidadão
Que respeita o ambiente.
Separar é muito fácil
Preste muita atenção.
Todo lixo que for de plástico
Vai para o latão
Da cor...
Vermelha.


Separar é muito fácil
Preste muita atenção.
Todo lixo que for de papel
Vai para o latão
Da cor...
Azul.
Separar é muito fácil
Preste muita atenção.
Todo lixo que for de vidro
Vai para o latão
Da cor...
Verde.
Separar é muito fácil
Preste muita atenção.
Todos restos de alimento
Galhos, folhas naturais
Vão para o latão
Da cor...
Laranja.
Separe, separe, separe o seu lixo
Pois você é cidadão
Que respeita o ambiente.
Vamos ver se você ainda sabe?
Plástico na lata vermelha
Papel na lata azul
Vidro na lata verde
Metal na lata amarela
E na lata laranja vão os
restos de alimentos, galhos e folhas.
Separe, separe, separe o seu lixo
Pois você é cidadão
Que respeita o ambiente.

Diversidade
Respeitar as diferenças
De raças, culturas e crenças
Traz a paz e união
E amor no coração.

A diversidade é divertida
E muito colorida
Se todos fossem iguais
Nada seria diferente
E de repente
Tudo perderia a sua graça.

Diversidade é variedade
Diferença é distinção
Eu sou diferente de você
E somos todos irmãos.

A diversidade é divertida
Ninguém é melhor ou pior
Todos têm o seu valor
Criança, adulto, idoso
Homem ou mulher
Negro, branco ou amarelo
Essa é a variedade
Que compõem a humanidade.

Diversidade é variedade
Diferença é distinção
Eu sou diferente de você
Somos todos irmãos.

Respeitar as diferenças
De raças, culturas e crenças
Traz a paz e união
E amor no coração.


Viver para gastar?

Veja como você anda
Só pensa em comprar
Vive para trabalhar
E gastar, gastar, gastar.

Quanto mais você trabalha
Para comprar tudo o que vê
Você esquece do principal
Que é viver, viver, viver.

Você não tem tempo pra nada
Não pode nem se divertir
Você precisa trabalhar
Para ter grana pra comprar.

E a vida vai passando
E você vai trabalhando
Vai consumindo, vai gastando
Vai esquecendo de viver.

Quanto mais você trabalha
Para comprar tudo o que vê
Você esquece do principal
Que é viver, viver, viver.

Sou natureza
Aqui é lugar de ampliar os sentidos
Onde as cores são mais vivas
Os cheiros são mais suaves
Os ruídos ecoam
E vão ao coração
Lugar de magia
Reino dos contos
De duendes e fadas
Sou um cogumelo
Sou um grilo
Sou a libélula que abraça o arbusto
Sou a flor sino a gotejar
O orvalho da madrugada
Sou o lagarto
Que se entrega ao sol
Preguiçosamente
E sou um sapo
Que emerge do açude de carpas
Eu, tão perto de todas as formas de vida
E tão longe preso
Pelas grades da cidade.
Todos os poemas são de autoria de Berenice Gehlen Adams.





A CARTA DA TERRA:

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.
Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.
Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais, não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano.
Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.

Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual a dimensão local e global estão ligadas. Cada um compartilha da responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida, e com humildade considerando em relação ao lugar que ocupa o ser humano na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.

PRINCÍPIOS
I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DA VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
b. Assumir que o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder implica responsabilidade na promoção do bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada um a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, em longo prazo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.

Para poder cumprir estes quatro amplos compromissos, é necessário:

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçadas.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminuam a exaustão e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica for incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas conseqüências humanas globais, cumulativas, de longo prazo, indiretas e de longo alcance.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis, como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e a ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada a sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuam para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não-contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e proporcionar seguro social e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se por conta própria.
c. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes
desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e isentá-las de dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.

d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com
transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas
atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a educação amorosa de todos os membros da família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, concedendo especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões, e acesso à justiça.
a. Defender o direito de todas as pessoas no sentido de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
b. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na tomada de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição.
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no sentido de aumentar a sensibilização para os desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
c. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca
iminente e conjunta por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

É para pensar!
Um abraço Coordenação Pedagógica